A Semana em Fotos #43

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  • Treinos de enchimento de bandulho para o Natal com o aniversário dos irmãos.
  • Eu a ver que vou ser um perigo na estrada.
  • Fiz tranças (box braids) e estou a amar, claro. (até ao dia em que as tirar e jurar que vou ficar careca depois da queda massiva de cabelo).
  • Noites fora de casa continuam a provar ser um sucesso (vamos começar a fazer isto mais vezes… ai vamos vamos).
  • Fomos ver o Bohemian Rhapsody e, desde então, só se pode ouvir Queen nesta casa.

Boa semana!

A*

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Playlist | Dancing In The Dark

Em tempos, na minha adolescência de gotiquice e escuridão, descobri que os gó-gós também dançavam e que as músicas destas casas dançantes destinada ao underground passavam excelente música…dançável.

Esta playlist está focada no post-punk/batcave/new wave pelo que deixei a música electrónica – também muito frequente neste tipo de pistas de dança – à parte. Concentrar-me-ei nesse género noutra altura.

Podem ouvi-la aqui: Dancing In the Dark


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O Spotify tem muitas lacunas no que diz respeito a este tipo de música, pelo que, tinha muitas faixas em mente que foram deixadas de lado porque, simplesmente, não existem aqui.

Ainda assim, podem ficar com uma ideia da cena!

 

A*

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Mãe Imperfeita | 5 coisas que faço “mal”!

É muito ouvido (e lido, pelas redes fora) que cada mãe só faz e só quer o melhor para os seus filhos. Todas nos desdobramos em duas e fazemos esforços hérculeos para proporcionar o melhor às nossas crias, seja na sua educação, formação, alimentação ou saúde.

Num mundo ideal, a paciência é infinita, a comida é toda orgânica, os meninos deitam-se cedo e apenas brincam com brinquedos didáticos e adequados à idade…

…Só que não vivemos num mundo ideal e não somos perfeitas!

Querem pintar a mãe como ser perfeito, que tem sempre tudo sob controlo e que toma sempre decisões certas. Só que isto causa uma grande ansiedade e, por vezes, outros problemas psicológicos graves quando nos vemos perante uma situação onde não estamos a agir como é suposto.

De forma a encorajar e a normalizar a imperfeição da maternidade, listo abaixo 5 coisas que faço mal. Nem sempre as faço e, como disse no primeiro parágrafo, nós queremos sempre o melhor para os nossos filhos mas nem sempre é fácil ir do querer ao fazer.

Com isto, não quero incentivar ao desleixo nem à negligência, apenas fazer aceitar que a perfeição não existe e isso não interfere, em absolutamente nada, com o amor que temos pelos nos pequenos (ou grandes).

  • Dormir quando se quer: Ok, confesso aqui a minha pouca propensão a rotinas horárias. Sempre fui assim e com a cria tentei acertar um pouco a coisa mas parece que o miúdo também não é nenhum relógio suíço! Tento manter um horário flexível mas a hora de dormir à tarde pode ir das 13h às 16h e a de dormir à noite das 21h às 23h…!
  • Ceder em prol do silêncio: Apesar de achar extremamente importante incutir disciplina nas crianças e, desde cedo, mostrar que o mau comportamento tem consequências, às vezes lá ocorre um suborno ou uma cedência em nome do silêncio! É precioso e é escasso depois de se ter filhos, por isso, é uma batota esporádica por motivos de força maior.
  • Comes e bebes à discrição: Acho que é neste campo que sou mais rígida mas, mesmo assim, são algumas as vezes em que permito algo mais pecaminoso ao lanche, ou cedo à vontade de comer só bolachas, ou encharcar-se em sumo de vez em quando. Uma dia não são dias.
  • Não insiste, desiste!: Isto aplica-se ao controverso tema do dormir na cama dos pais. Continuamos a dormir os 3 e, de lés a lés, lembramo-nos de talvez tentar convencer o crianço a dormir na cama dele mas pouco insistimos e, claro, acabamos por desistir. Há dias em que não me importo nada que ele durma connosco, outros em que até me importo mas quero dormir e não ouvir gritos toda a noite e outros ainda em que já me sinto bem só por ele ter dormido no quarto dele duas horas.

Estas são as 5 coisas que fazem de mim uma mãe imperfeita mas acredito que haja muito mais… até porque a minha ideia inicial era fazer uma lista de 10 coisas mas depois achei que, se calhar, era melhor não, lol!

Por aí, quais são os vossos pecados?

A*

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Dicas para quem viaja com crianças.

Uma das coisas que mais gostamos de fazer é viajar. Para perto, para longe, para a cidade, campo, praia…o que seja! Tivemos o privilégio de poder fazer algumas viagens antes do César nascer e havíamos decidido que não íamos abdicar disso quando passássemos a ser 3.

O César tem 2 anos e cada fase requer atenções diferentes quando se trata de viajar com os petizes. Há quem ache que é mais fácil viajar com eles pequeninos porque são mais controláveis e menos com menos mobilidade. Ou mas mais difícil porque têm necessidades muito específicas e uma interrupção nas rotinas pode causar estragos. Há quem prefira guardar as viagens para quando já são toddlers e passeiam têm mais mobilidade e têm rotinas mas flexíveis. Ou, por outro lado, se calhar é melhor ficar em casa para evitar birras infernais no meio da rua (ou de outro espaço cheio de gente) ou fugas repentinas para o meio da estrada, ou qualquer investida de destruição maciça seja onde for.

Isto quer dizer que, independentemente da idade, viajar com crianças, especialmente até aos 3 anos, é sempre desafiante.

Já viajámos algumas vezes e já deu para aprender com os nossos erros, por isso, deixo-vos aqui algumas dicas:

 

Duração da estadia: As crianças apreciam o seu espaço, as suas coisas e as suas rotinas diárias e uma estadia muito longa pode tornar-se stressante e influenciar o seu comportamento. No ano passado, cometemos o erro de passar duas semanas fora (em 3 cidades diferentes) e, claramente, foi um erro de pais novatos porque arrependemo-nos amargamente de o ter feito. O resultado foi: pais exaustos e mortos por chegar a casa e um bebé que não sabia onde estava mas que estava farto de lá estar. Hoje em dia, apesar de já ter passado mais tempo, preferimos arriscar menos e passar menos tempo do que repetir a proeza. Assim, eles desfrutam da novidade, nós também e não nos sobra tempo para desejar ir para casa a correr para poder fazer tudo com calma e em paz.

 

Preparação da comida: Ok, isto vai depender da idade da criança. Ao preparar as férias do ano passado decidi fazer e congelar porções individuais de sopa para poder levá-las comigo. Como escrevi no post sobre a organização das férias com o bebé, esta era única forma de garantir que a alimentação do César era variada, de qualidade e feita a horas. Quanto ao resto, como ele era (e é) amamentado, não me preocupei muito. Hoje em dia, ele já come connosco e temos sempre em atenção se o restaurante tem opção de sopa, caso não lhe apeteça mais nada. De resto, andar sempre com uma marmita com alguns snacks para ir oferecendo durante o dia: pão, bolachas, iogurtes, fruta, água…Não é difícil.

 

Roupa de sobra: Sou a pior neste exemplo. Não costumo andar com roupas extra quando saio (erro crasso) mas quando viajamos levo muita coisa. Um dos maiores fatores de stress para mim, em férias, é a lavagem da roupa. Nem todos os sítios têm essa opção e isso para mim é das coisas mais importantes. Imaginem uma criança que é capaz de usar duas mudas de roupa por dia, mais dois pijamas e vocês ficarem sem roupa! Para prevenir esses nervos, levo sempre bastante roupa e, se for preciso, lavo-a a mão seja com o que for!

 

Alojamento mais completo: É ótimo dormir num hotel, tomar aquele pequeno-almoço que nos tira a fome até à hora do jantar chegar e ter a cama feita…Só que com uma criança, precisamos de mais espaço, de uma cozinha, e de mais liberdade para, caso aconteça alguma coisa, possamos regressar ao local como se fosse uma casa. Ultimamente, temos preferido escolher sítios com cozinha, mini apartamentos, apenas porque torna a estadia mais prática e confortável. Se isso exigir gastar um pouco mais de dinheiro, ficamos menos tempo.

 

Carregar a criança:  Quer já andem ou não, é sempre bom ter uma opção para carregar os miúdos. O carrinho pode ser pouco prático, um estorvo total, e algumas crianças nem gostam muito de lá andar (tipo o meu, que lhe pôs uma cruz e nunca mais se quis lá sentar). Ora o que se faz nestas alturas? Babywearing!!! O calor às vezes pode ser desmotivador, mas nada como escolher uma opção fresca que dê para carregarem os bebés confortavelmente. Recentemente, arranjámos uma mochila apropriada para toddler para que o César pudesse andar “às cavalitas” (como ele diz) e já podemos andar à vontade, de mãos livres e sem nos preocuparmos com a acessibilidade. O bom destas coisas é que eles também podem dormir confortavelmente enquanto são carregados, por isso, são só vantagens. Ele adora e nós também.

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A*

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Playlist | Rainy Days.

Sou musico-dependente e, mais do que qualquer outra coisa, eu preciso de música diariamente.

Já escrevi aqui sobre a evolução dos meus gostos musicais e, depois de pensar como havia de incorporar algo tão importante para mim aqui no blog, decidi começar a fazer playlists no Spotify!

Em honra destes dias chuvosos e cinzentos (que eu tanto gosto) deixo-vos a primeira playlist: Rainy Days.

 

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Todas as playlists terão um tema com canções dos mais variados géneros, de artistas que conheço e que muitas vezes nada têm a ver uns com os outros :p!

Para quem se encontra dentro do carro ou dos transportes enquanto chove, ou quem está no sofá com uma manta a ler (para quem lê e ouve música ao mesmo tempo), ou em qualquer outra ocasião brindada pela chuva!

Espero que gostem!

 

A*

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Casa |Decoração e Organização de Outono

Como sou do contra, troquei o Spring Cleaning pelo Fall Cleaning!

O Outono, para mim, é uma época de mudança e preparação para o ano novo e, como tenho querido manter a casa (e a vida) o mais decluttered possível, aproveito esta época para fazer algumas alterações.

Organização

Neste departamento, o mais importante é a separação e a organização da roupa. No meu caso, é um pouco desnecessário porque eu não tenho tanta roupa para ter de separar e guardar roupa de verão e de inverno mas, mesmo assim, é hora de ver o que está a mais e separar para doar/vender/lixo.

Já com a roupa do César isso é mesmo preciso separar.

Sempre que muda a estação, recolho roupa e reorganizo as gavetas. Neste caso, a do Verão vai sair e vou começar a fazer a gaveta de Outono/Inverno. Até agora tenho toda a roupa do César, desde que nasceu, guardada em sacos. Dependendo da evolução da  natalidade desta família, será ou não doada mais tarde.

Outra coisa que planeio fazer é repassar as gavetas dos papeis e começar a organizá-los. Temos faturas electrónicas para tudo mas, ainda assim, ainda temos muita papelada acumulada. Vou começar a arquivar tudo numa pasta (como as pessoas normais) e deitar fora o que já não for necessário.

Decoração

Há lá coisa mais fixe que encher a casa de decorações de Outono? Um mix de Halloween perpétuo, com folhas espalhadas pela casa e tons laranja/castanho em todo o lado? Ok, posso estar a exagerar um bocadinho mas aproveitei para fazer um pequeno update à decoração e pô-la mais Outonal (se bem que estou convencidíssima que vai ser para todas as estações).

E já que entrei na onda dos DIY’s a sério, fiz esta coroa com algumas flores e folhas para pendurar na parede da sala:

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Troquei os copos onde temos as escovas de dentes por frascos de vidro e até fiz para ali uma geringonça com o dispensador de uma embalagem de sabão líquido enfiado numa tampa de frasco.

Ainda nas casas de banho, substituí umas das cortinas da banheira e desfiz-me de alguns produtos que já não usava, diminuindo assim o espaço ocupado pelos mesmos. Finalmente dei o devido uso ao cesto que veio com os produtos da Weleda que me ofereceram antes do César nascer.

 

Fiz algumas alterações nas plantas/flores que temos espalhadas pela casa e forrei uma caixa de sapatos com o trapilho azul (que é eterno!) para colocar na minha secretária e atirar coisas lá para dentro.

Falta ainda lavar os cortinados e as mantas mais quentes porque o frio está aí e vamos precisar delas ❤

 

Costumam fazer alguma coisa deste género por esta altura?

A*

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Porto | Visita em família e velhos tempos.

Quem me acompanha no Instagram já deve ter visto que fomos passar uns dias à:

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Onde está o Wally?

Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto.

 

Não sei se já referi aqui, mas já vivi no Porto, em duas alturas distintas, e só saí porque conheci o meu Mr. e fomos para Madrid.

A minha família está toda em Lisboa e em Setúbal mas, depois de ter ido para lá estudar, ganhei um grande amor por esta cidade única e, apesar de sempre ter ido sozinha, voltava sempre com pessoas muito queridas para mim.

Há já seis anos que não pisava o Porto e, depois de pedir umas mini-férias, achámos que era tempo de regressarmos – desta vez com a cria – para podermos matar saudades.

Claro que o César é um desafio cada vez que viajamos mas, por algum motivo, ele esteve sempre super bem e, pela primeira vez, não me senti arrependida de ter saído de casa, lol.

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Deparámo-nos com um Porto com muito mais gente, cheio de espaços novos, mais luz, mais movimento mas sempre com aquele ambiente tão característico que, até hoje não consigo descrever. As pessoas continuam extremamente afáveis e de comunicação fácil e genuína, a comida continua a ser maravilhosa e, pasmem-se, o tempo estava melhor lá do que aqui em Lisboa :p.

Pude reencontrar amigos, locais que me trazem boas memórias e desejar voltar muito em breve.

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Tenho pena que tenha sido pouco tempo mas agora o objetivo é ir com mais frequência.

Deixo a recomendação para irem ao restaurante daterra .

Vegetariano, a caminho de se tornar 100% bio, buffet e super em conta!

A comida é estupenda e vamos lá voltar quando formos à Invicta novamente. Não tirámos fotos das duas vezes que lá fomos, porque estavamos varados de fome e só nos lembrámos disso depois de comer tudo hehe.

 

Até já Porto e obrigada mais uma vez.

 

A*

 

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Sobre a educação das crianças, “o beijinho ao avozinho” e o consentimento. Parte II

No seguimento da primeira parte, mais focada na questão que por si só causou a polémica e com a qual concordo veementemente, nesta mostro o meu espanto perante a exposição, julgamento e devassa da vida privada do autor das afirmações.

O Daniel Cardoso, além de doutorado e investigador na área de a ciências da comunicação, professor universitário, é também ativista da ideologia de género, poliamor e, basicamente, de tudo o que represente uma sexualidade livre, consciente e sem amarras sociais. Já apareceu em programas de TV mainstream e muita a gente, de certeza, que conhece este rapaz “vestido de preto e de cabelos compridos” porque ele já foi à televisão dizer que tem mais do que uma namorada!

Depois da sua aparição no “Prós e Contras” o povo foi pesquisar mais sobre este maluco, aberração, que só merece é chapadas e depara-se com um portfólio de promiscuidade, ideias de merda, um sem fim de modernices que são, acima de tudo, condenáveis!

Porque é que vamos dar ouvidos a um esquisitóide destes, que anda a pinar com meio mundo, que diz que não existem só dois géneros, que acha normal vestir-se com roupas de mulher e que anda aí a tirar fotografias de pessoas amarradas?

Eu respondo:

Porque tudo o que o Daniel defende, incluindo a questão dos gestos de afeto forçados, é baseada num conceito tão, mas tão importante na nossa vida, nas nossas relações inter-pessoais, mas que a maior parte das pessoinhas teima em não querer reconhecer: CONSENTIMENTO!

 

Não é a toa que, por exemplo, com esta história do Ronaldo/Mayorga anda tudo maluco a apoiar o Ronaldo, que a gaja quer é dinheiro, que é uma puta e se lá foi, foi porque quis. Eu não sei até que ponto é que ela consentiu o quê – não estive lá – e ela até pode estar a querer dar o golpe, mas já parámos para pensar que se a rapariga disse NÃO em alguma ocasião, esse não era para ser respeitado?

Queremos continuar, à força a manter os nossos “valores tradicionais”, a “família tradicional”, e uma data de princípios que castram, condicionam e forçam as pessoas a coisas que não querem. Não respeitamos a individualidade de cada um, os gostos de cada um, a natureza de cada um porque, de certa forma, achamos que isso vai interferir com as nossas escolhas individuais.

 

Queremos ser pessoas de bem e idóneas.

 

Mas saímos para a praça pública para apedrejar uma pessoa por uma afirmação que achamos ultrajante. Aí já temos o direito de chamar-lhe nomes e até desejar que essa pessoa seja violada ou morta!

 

As pessoas podem ser quem elas quiserem, fazerem o que elas quiserem, andarem com quem elas quiserem desde que haja consentimento e que a sua sexualidade seja praticada com adultos que nela se envolvem de livre e espontânea vontade.

 

Esta gentuça que andou pela Internet fora a dizer que este gajo era um pervertido e uma aberração é a mesma que bate nas mulheres, nos filhos, que tem amantes com fartura e que acha que as miúdas andam a pedi-las quando andam com roupas diminutas.

 

Poupem-me.

A*

 

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Sobre a educação das crianças, “o beijinho ao avozinho” e o consentimento. Parte I

Meio da semana. Não chove e, apesar do autocarro estar cheio, consigo ler o meu feed e ver sobre o que é que se reclama naquele dia!

Deparo-me com uma partilha de um vídeo do programa “Prós e Contras”, onde uma pessoa do público, de seu nome Daniel Cardoso, jovem professor universitário, diz que, e cito:

“É preciso falar de educação de forma concreta. A educação é quando a avozinha ou o avozinho vai lá a casa e a criança é obrigada a dar o beijinho à avozinha ou ao avozinho. Isto é educação, estamos a educar para a violência sobre o corpo do outro e da outra desde crianças. Obrigar alguém a ter um gesto físico de intimidade com outra pessoa como obrigação coerciva é uma pequena pedagogia que depois cresce.”

Irrompem então os portugueses numa fúria descontrolada na Internet! Os avós não podem dar beijinhos aos netos?? Onde é que já se viu isto?? Quem é este burro que vem dizer estas barbaridades para a televisão? Oh… já vi que é um daqueles desavergonhados que andam com não sei quantas pessoas ao mesmo tempo! Aquilo é homens, é mulheres, é tudo ao molho e fé Deus…Depravado!

(Como devem imaginar, o Daniel foi imensamente pesquisado e, sendo uma pessoa de presença algo regular nos media, incluindo a televisão, não foi difícil encontrá-lo. Mas já vamos falar sobre o ataque ao autor destas palavras que tanta comoção geraram. Primeiro vamos esclarecer esta questão dos beijinhos.)

Não sei por que razão as pessoas quando ouvem uma frase, não a ouvem toda. Não sei, faz-me confusão. Evitar-se-iam muitos mal-entendidos se estivéssemos mais atentos ao que ouvimos mas estamos tão sedentos de sangue que deixamos de ouvir a meio, porque já estamos a preparar as garras e os dentes para atacar!

A pessoa disse que OBRIGAR uma criança a um gesto de intimidade é um acto de violência. Não que dar um beijo aos avós é uma violência. Obrigá-los a dar, CONTRA A SUA VONTADE, sim.

 

Ora eu não vejo qual é o choque.

 

Vocês obrigam os vosso filhos a beijar, abraçar ou a ter qualquer contacto físico quando eles não querem, com pessoas com quem não querem ter esse tipo de contacto? Independentemente de serem os avós, os tios ou quem quer que seja? Como é que pensam ensinar-lhes sobre consentimento e sobre como ninguém, mas absolutamente ninguém, tem o direito de lhes tocar sem eles quererem?

Fala – se muito, e bem, sobre como não devemos bater às crianças. De como o castigo físico não ensina mas, pelo contrário, normaliza a violência física e incute o medo em vez do respeito. Obrigar uma criança a um contacto físico, ainda que seja algo considerando como um gesto de afecto, é, na mesma, usar a força do outro sobre o seu corpo sem o seu o consentimento. Chantagear, subornar, pressionar ou diminuir uma criança quando esta não quer ter contacto físico com outra, é desrespeitar a sua soberania no que diz respeito ao próprio corpo. 

E perguntam-me: As crianças têm vontades? Ora, por essa lógica, não iam à escola e só comiam porcarias, não? Então, se as crianças é que mandam no corpo, só tomavam banho quando quisessem, não?

Pergunto-me se os pais/cuidadores/educadores, e até mesmo pessoas que nunca têm crianças a cargo, alguma vez se perguntaram a si mesmas o motivo pelos quais dizem não a uma criança. O que os leva a contrariar uma das suas vontades? Porque eu sou mais velho e eu é que mando? Porque é assim que tem de ser? Porque eu quero? Porque a mini pessoa não tem vontades?

Acho que nunca na minha vida vou encontrar uma tarefa tão desafiante e difícil como criar uma criança. Desde o princípio, devo passar a esta pessoa em formação uma série de valores, princípios, conceitos, noções e de como aplicar tudo isso ao viver em sociedade. Quando me apercebi do que me esperava, comecei a questionar imensas coisas e concluí e que uma boa educação, na minha opinião, passa pela transparência e pelo respeito que devemos fomentar e que deve, sempre, ser mútuo. Que eu eu vou ter de ser uma figura de autoridade muitas vezes, claro que sim? Mas porque é que tenho de sê-lo?

Porque cabem-me a mim decisões que o meu filho, sendo criança, não tem maturidade para tomar e, se o deixar tomar essas decisões, o resultado vai ser prejudicial para ele. Esse é o motivo pelo qual eu digo NÃO.

Pegando nos exemplos acima:

Tens de ir para a escola para poderes aprender! Mesmo que não gostes agora, vai ajudar-te no futuro.

Não vais comer chocolates todos os dias porque faz mal e eu quero que estejas bem. Mas podes comer de vez em quando.

Precisas de tomar banho porque a higiene é muito importante para te manteres saudável. Vais ver como te vais sentir melhor depois!

Agora vejam:

Dá um beijinho à tia-avó porque senão ela fica triste! Vá lá, não sejas mau/ feio! Tens de dar um beijinho e pronto!

Qual é a consequência de não dar esse beijo? O adulto faz birra? Fica ultrajado com a imensa falta de educação da criança que não quis beijá-lo? Estamos a matar os nossos costumes e tradições?

Ao forçar, estamos a passar a mensagem de que, em certas situações, temos de tocar, ou ser tocados por alguém sem querermos. Já dissemos que não, mas fomos pressionados, humilhados e forçados a fazê-lo. Afinal, o consentimento não serve para nada, inclusive o consentimento dos outros. Se me apetecer mexer no corpo de alguém, vou fazê-lo, mesmo que essa pessoa não queira porque, no fim, o que conta é o que eu quero e não o que a outra pessoa não quer. Eu também já disse que não e fiz/fizeram na mesma.

Estão a perceber onde se quer chegar?

 

 

Amanhã falo sobre o afeto consensual e de como nunca se disse que não se pode ser afetuoso com as crianças. Ah e ,claro, sobre o julgamento público da vida privada de quem incendiou a Internet esta semana.

 

A*

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Cabelo | Transição para produtos Cruelty Free.

Desde que cortei o cabelo, cortei também na quantidade de produtos usados para lavar, cuidar e estilizá-lo!

Foi bom para o espírito, porque deixei de estar sempre preocupada em ter a beluca arranjada e foi ainda melhor para a carteira porque poupei imenso dinheiro em produtos.

Acontece que a juba está a crescer e vejo-me ter mais atenção ao que lhe ponho novamente, mas também me sinto mais consciente no que diz respeito ao gasto e à ética cada vez que compro alguma coisa.

Como sabem, eu sou uma grande fã dos produtos da Fructis porque, verdade seja dita, faz-me maravilhas ao cabelo, mas sei que a L’Oreal nao é cruelty free e isso é algo que pesa bastante na hora de escolher. Ainda não arranjei um substituto para o condicionar da Fructis (que uso como creme de pentear) mas já troquei o champô, o condicionador e a máscara para a Babaria!

 

  • Condicionador de alho
  • Máscara de azeite
  • Champô de pepino
  • Máscara de cebola

 

…Não, não cheiro a mercado de frescos nem nada que se pareça. Todos os produtos têm um cheiro muito bom, são de tamanho considerável, baratos e cruelty free.

 

Compro-os na minha loja preferida eveeeeerrrr: Primor!

 

Para estilizar, ando a usar a espuma para caracóis da Bonté (Minipreço) e as lacas vou variando entre a Pantene, a Dove e a Fructis...mas tudo isto é para substituir, porque são marcas que testam em animais e, e tal como diz o título do post, pretendo usar apenas produtos sem crueldade animal. O objetivo é fazê-lo o mais rápido possível e não voltar atrás.

 

 

Alguma sugestão que me queiram deixar?

 

A*

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