UPDATE | Gestão do tempo e não fazer nada!

Agora que parece que se instalou, finalmente, a rotina tenho tentado (e muitas vezes falhado) fazer uma gestão do tempo que me permita fazer *quase* tudo o que me proponho durante a semana.

Reconheço o meu privilégio de trabalhar em regime de part-time pela manhã e, por isso mesmo, os afazeres extra trabalho fora de casa tendem a ser muitos. Uns porque são necessários e outros porque acho que posso e devo fazer…porque tenho tempo!

Tenho mesmo?

Ultimamente tenho pensado muito sobre a pressão silenciosa em sermos ultra produtivos, eficazes e extremamente organizados nas nossas vidas diárias. Quando se é mãe/pai acho que esses conceitos se ampliam ainda mais porque, além das 1001 obrigações, espera-se que vás ao ginásio, que saias com os teus amigos, que saias com o teu parceiro/a, que te dediques a um hobby qualquer, etc… Isto é tudo ótimo mas pode ser avassalador!

Dou por mim a gastar todos os minutos de sossego a tentar organizar isto ou aquilo, a arranjar coisas para fazer em casa, costuras e DIY’s que quero experimentar (e que raramente concluo), novas receitas, e sei lá mais o quê! Quando, muitas vezes, o que preciso é de não fazer nada!

Nadica, niente, rien!

 

Já me massacrei imenso por não conseguir ser organizada o suficiente de forma a manter a rotina de casa ao estilo militar, de forma a evitar o caos, mas a verdade é que, às vezes, stressa-me muito mais a necessidade constante de manter tudo extremamente certinho, que um pouco de espontaneidade aqui e ali. Cheguei ao ponto de querer, à força, ocupar as duas horas que tenho de tempo livre por dia com uma coisa diferente todos os dias! Como se fosse obrigada a entreter-me e dar conta de tudo o que há para fazer neste mundo!

 

Simplesmente deixei de remar contra a maré, e mantenho os mínimos.

 

Sim, é preciso planear certas coisas e manter a ordem, mas tenho sido mais permissiva comigo mesma e não me obrigo a nada. Se me der na veneta e me apetecer limpar a casa de cima a baixo, fazer 2 bolos, tentar fazer uns calções para o miúdo e ainda escrever 5 posts no blog (lol) no mesmo dia, faço! E se no outro dia me apetecer ficar a anhar no sofá, também é na boa!

Continuo a fazer as minhas listas e a delinear planos, mas não estou presa a eles nem me castigo por não os cumprir religiosamente.

 

Aí são todos soldados, ou de vez em quando também relaxam?

 

A*

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As últimas semanas em fotos!

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Combate ao desperdício alimentar, aproveitando coisas “fora do prazo”

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Quando procuras um pouco de Natureza no meio da cidade.

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Experimentámos as panquecas do Alho Francês!

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O máximo de eyeliner que consigo aplicar, de momento! Por alguma razão deixei de gostar de ver-me com eyeliner (não consigo explicar porquê)

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Para quê por os brinquedos em cima da mesa quando há tanto chão?

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Uma pausa no cabelo curto!

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De vez em quando é preciso soltar a fera.

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César Snake!

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PRIMEIRA NOITE FORA DE CASA!

 

 

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Como fazer Seitan (à minha maneira)

A primeira vez que fiz seitan foi há mais de um ano. Na altura, parecia-me uma grande façanha conseguir fazer esta carne de glúten que havia em tão poucos sítios e que nem sempre tinha o melhor sabor/textura.

Cheguei a falar com a Susana, do blog A Espuma das Dias, sobre o assunto visto a mesma ser muito mais versada no assunto que eu, e também vi a receita dela para tentar fazer o meu pela primeira vez. Estão a ver o resultado da Susana, com bifes de seitan lindos e com um ar apetitoso? Os meus ficaram uma borracha que nem sequer ficou cozida uniformemente.

Rapidamente me apercebi que o método que estava a usar, também não era o que resultava na textura que eu estava à procura. Não era este seitan que eu queria. Eu queria um mais firme, denso, parecido a um da marca AHIMSA …que é caríssimo.

Depois de ver muitas receitas e formas distintas de confecionar, cheguei a uma altura em que consegui fazer um bom seitan, com a receita tradicional. Mas andava com aquela comichão de não saber como se fazia aquele que eu queria!

Depois de longas viagens pelo Pinterest e de termos de pesquisa absurdos para chegar à receita que queria, finalmente, consegui acertar na mosca.

Ingredientes:

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1 caneca de farinha de glúten

1/2 caneca de farinha de grão

1 colher de sopa de levedura de cerveja (só mesmo para enriquecer a nìvel nutritivo porque só deus sabe o quão eu detesto este sabor)

Tempero para bifes a gosto (compro um moinho deste mix no Aldi)

Sal a gosto

Alho em pó a gosto

Cebola em pó a gosto

4 colheres de sopa de molho de tomate já temperado com alho e cebola.

1 ou 1 e 1/2 caneca de água

Preparação:

Juntar os ingredientes secos e misturar. Acrescentar a água com o caldo de legumes e incorporar tudo. Sovar 5 minutos e formar um rolo. Em duas camadas de papel de alumínio colocar o rolo e torcer as pontas. Colocar no forno pré aquecido a 180 graus por 1 hora e meia.

Esperar arrefecer, tirar do alumínio e cortar em fatias ou cubos. Pode comer-se de imediato ou grelhar, fritar, guisar…como quiserem. Nunca congelei, mas imagino que dê para fazê-lo.

Quem quiser experimentar, depois partilhe connosco os resultados ^^!

A*

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The terrible TWO – Os terríveis dois anos!

Apesar de sempre lidar de perto com crianças, esta expressão era-me completamente estranha até há relativamente pouco tempo.

A minha cria está quase a fazer dois anos (ya, o tempo voa MESMO) e posso dizer que, desde os 15 meses, aproximadamente, tenho vindo a conhecer esta fase tão…desafiante. Digamos assim.

Conhecida como a adolescência da infância, os terrible two, são aquela fase em que os miúdos viram a boneca a torto e a direito, gritam, esperneiam, fazem espetáculos (quanto mais público, maior é a exibição) na rua, em casa, no supermercado, onde for, dignos de levar os pais a um colapso nervoso!

Ora, não é que sejam a encarnação de Satanás, ainda que assim pareçam na maior parte das vezes. Tudo isto está relacionado com o desenvolvimento do cérebro das crianças e da aprendizagem das mesmas a nível emocional. O facto de um miúdo de dois anos atirar-se para o chão, qual animal ferido em agonia, aos gritos e de olhos vidrados que não ouve nem vê nada, ou que guincha e bate, morde e arranha assim que ouve um não, não significa necessariamente falta de educação.

…O problema é pensarmos assim no momento em que o show está no auge!

Como lido?

Tenho tido as minhas doses de gritaria e de situações em que estou prestes a entrar numa igreja e suplicar que me exorcizem a criatura, ou em que levo um bicho enraivecido ao colo enquanto me debato para que ele não caia ou me dê um pontapé na cara enquanto tento mantê-lo o mais seguro possível no meio da crise raivosa! Não é fácil. Não é bonito e desanima muito em certas ocasiões em que tens planeado passar um bocado com a família, ou amigos, e de repente it’s show time!

Já tive de sair de sítios, já tive de voltar para trás e já cheguei a não ir!

E depois de insistir em muitas formas de lidar com as situações na esperança de diminuí-las e de tentar educar e ensinar por meio de muitas palavras, repreensões, caras feias e o diabo a sete decidi: falar menos, explicar menos, e tentar compreender!

Exemplos?

Começa a birra porque disse que não podia estar a brincar com o comando da Playstation do pai:

Vou, tiro-lhe o comando e explico, em breves palavras, que não pode brincar com aquilo. Começam os berros, os saltos de protesto e, às vezes, vem de lá uma mãozinha voadora. Digo que aquilo não se faz. Não grito (mas já gritei!) mas tento falar com firmeza e deixo-me de mais explicações.

Por vezes, arranjo outro entretém para que ele não fique só centrado no comando mas, outras vezes, se o chinfrim for muito grande, deixo-o ficar sozinho (não fechado) até se acalmar. Tudo isto depois de ter dito que não podia ser e que não se batia, bla bla bla… E de avisar que vai ficar ali para se acalmar mas que estamos ali ao lado se precisar de nós. Normalmente, em menos de dois minutos, passa de berrar em plenos pulmões a cantar animadamente uma música qualquer.

Outras vezes, e também depois de já ter repreendido e deixado bem claro que não se pode fazer A ou B, passado uns minutos aproximo-me e dou-lhe um abraço que, para grande espanto meu, resolve a situação imediatamente.

Até ouço, entre os soluços, um “já passou” que, para o César, é o equivalente a pedir desculpas!

Isto é certo?

Não sei. Estou a tentar lidar com a situação da melhor forma possível de maneira a evitar grandes stresses para todos. Como tudo na vida das crianças/ famílias, há de ser uma fase que, em breve, será só uma recordação engraçada ou só embaraçosa.

A verdade é que, a diversidade de informação à qual hoje em dia temos acesso, ajudou-me a ver as coisas de outra forma. Ainda sou de uma geração onde muita coisa se “resolvia” na base do grito e da palmada. Onde sempre se viram estes comportamentos como um alerta para domar a criança principalmente pela via do medo. O conceito de disciplina positiva veio mudar muito isso, e antes de pensarmos já que só vão sair dali miúdos insuportáveis que não levaram uma palmada na hora certa, nada como ver a reacção das crianças perante estas formas menos agressivas de se educar.

É claro que também acho que é a partir e agora que devemos começar a incutir os valores e a ensinar o certo e o errado. A conduzir os nossos filhos para a aprendizagem e poder de encaixe emocional, mas isso não significa estar sempre a gritar, a bater, a ameaçar e a chantagear! Estou a anos luz de ser a mãe perfeita, dou os meus gritos, e também suborno o meu filho quando preciso de sossego, mas acreditem que responder na mesma moeda quando eles começam o chelique é bem menos produtivo do que tomarmos uma posição de calma e até de carinho e compreensão.

Estou parva comigo mesma porque sempre pensei que ia ser aquela mãe tirana, cujo olhar ia chegar para a criança fazer xixi nas cuecas, mas vejo agora que dá para ser firme e impor respeito sem ser uma vilã.

Se bem que, às vezes, só me apetece arrancar os cabelos…

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César destrói a minha farinha de grão!

Por aí, como lidam com os rebentos nesta fase?

A*

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O regresso e a explicação do drama!

Sabem aqueles dias em que acordam super decididos e que dizem para vocês mesmos que hoje é O dia?

Foi o que aconteceu comigo há dois meses atrás quando escrevi aqui que a casa ia ficar vazia!

Já havia tido imensas conversas com amigos e familiares acerca da dependência e constante presença das redes sociais, e da exposição cibernética no geral, nas nossas vidas e do como isso acaba por afetar-nos negativamente. Eu não sou hipócrita e continuo uma grande defensora da internet como meio de passagem de informação e de uma forma, ainda que pouco ortodoxa (talvez), de conectar pessoas cujos interesses são idênticos. O problema é que andava farta de ver lixo virtual: pessoas a coscuvilhar, a destilar ódio e sites que me mostram empresas relacionadas com aquela pesquisa aleatória que fiz no google há 5 minutos!

O maior veículo de tudo que descrevo, na minha opinião, é o Facebook que, em 90% da sua função, se tornou altamente tóxico para mim. Começou mesmo a fazer-me comichão ter tanta informação à mercê de outros utilizadores, assim como do próprio site que não se coíbe de usar e abusar dos teus dados.

Pois no dia em que decidi passar a ignorar o Facebook e utilizá-lo apenas para acompanhar grupos que realmente me são úteis, deu-me um amoque e arrastei o blog para a mesma situação, por motivos diferentes mas que, na realidade, não variam assim tanto.

É um facto que eu não me identifico em nada, zerinho de todo, com esta ideia de blogger/digital influencer que conhecemos hoje. Tudo é feito com propósito de profissionalizar, monetizar, patrocinar…Trabalho! Reconhecido, remunerado, com bons números, com interações vazias que têm o único objetivo de dar números e visibilidade.

Eu tentei não ser tão bicho-do-mato e ver se devia dar alguma oportunidade a esta visão da coisa mas, rapidamente, decidi que isto não era para mim. Não encaixo em nicho nenhum e não sei para onde estou a atirar cada vez que faço um post.

Tudo isto levou-me a crer que era uma perda de tempo eu estar a escrever ou partilhar o que quer que seja. Que as visualizações são poucas e que este blog não iria a lado nenhum. Que não tenho a energia nem a disciplina para estar constantemente a atualizar o blog e a tentar manter este sítio minimamente interessante.

Mais vale arrumar as botas.

A cena é que, na verdade, eu faço isto por mim. Pelo que me pode trazer a nível pessoal e não a nível profissional! Não tenho de pegar em algo que até é, de certa forma, terapêutico para mim e torná-lo numa obrigação, numa dor de cabeça.

Se eu não atualizar o blog durante uns tempos, so what?

Em vez de pensar que isto não vai a lado nenhum, comecei a pensar nas coisas boas que me trouxe e nas pessoas que chegaram até mim através deste estaminé.

Por isso, vou continuar por aqui para quem tiver interesse em partilhar esta casa comigo.

Em relação à página do Facebook, essa deixou mesmo de existir e o Instagram não está diretamente ligado ao blog, mas podem aceder ao mesmo através do menu acima.

Desculpem lá a birra, mas ás vezes é preciso!

A*

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Hiatus.

Os habitantes desta casa vão ausentar-se por tempo indeterminado.

A página do facebook também vai deixar de existir mas podem comunicar comigo pelo instagram (@and__ella) que, por sua vez, também vai deixar de estar diretamente ligado a este blog.

Foi um gosto estar aqui convosco e, quem sabe, voltaremos à carga um dia!

 

 

A*

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Estilo | Inspiração Primavera/Verão – Flores!

Com o mudar das estações, há sempre aquele bichinho a querer inovar um pouco no guarda-roupa. Uma desculpa para reinventar modas e ficar diferente dos anos anteriores. Apesar de já não ser uma prioridade para mim, a minha forma de vestir continua a ser aquele cartão de visita que fala por mim quando estou calada…e a verdade é que muitas vezes o meu estilo não é em nada semelhante àquilo que a ele associam, (nasci para acabar com estereótipos, lol), mas creio que é isso mesmo que me caracteriza.

À semelhança do post que fiz no ano passado sobre as minhas inspirações para o Outono/Inverno, venho falar um pouco sobre as minhas inspirações para os dias mais solarengos.

Adoro macacões! Há já alguma tempo que são a minha peça preferida para o Verão. Práticos, frescos e soltos e com uma imensidão de diferentes cortes e padrões. Tenho dois, atualmente, mas estou a ver-me arranjar mais um par deles cheios de flores!

 

 

Sempre gostei de saias midi, ou compridas, e soltas. É daquelas peças que sempre gostei mas que, por alguma razão, não tenho nem procuro muito. A verdade é que as acho muito elegantes e facilmente mudam entre o formal e o casual.

Sempre achei que andava muito mal trapilha no Verão, porque só a roupa de Inverno me permite vestir bem mesmo que muito informal, mas este ano estou a ver se abro um pouco mais os horizontes e contrario esse pensamento. Este tipo de saias são a chave para isso!

 

 

Por fim, e apesar de não ser muito de andar de pernas ao léu, os calções e os macacões curtos também estão na minha mira para este Verão. Para aqueles dias em que o calor aperta mesmo são a melhor solução e, também uma forma de ganhar cor nas minhas pernas cor de lula! É que isto de ter uma parte do corpo de cada cor não está com nada.

 

Espero que esses dias de sol e temperaturas mais altas cheguem rápido (ainda que me farte deles em duas semanas, aprox.) e que me permitam andar aí qual jardim andante!

Por aí, já mudaram as roupas para as novas estações?

 

 

A*

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A Semana em Fotos #36

 

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  • O César anda obcecado por livros e histórias (a ponto de ambos serem sinónimos para ele) e como pede 12448255 vezes por dia para contarmos uma “tóia” arranjamos este livro!
  • Abençoada Tiger por vender estes temperos!
  • Velas que dizem a verdade!
  • Resumo desta Primavera.
  • Melhor esfoliante facial de sempre! E eu não gosto dos produtos a Primark!

 

Boa semana!

 

 

A*

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“Fechar torneiras”, ter ou não ter filhos e o julgamento constante!

No âmbito daquelas consultas médicas de aptidão para o emprego, saiu-me mais um duque que usou uma linda expressão para se referir à possibilidade de eu não ter mais filhos: fechar a torneira.

Sim, um médico que eu não conheço de lado nenhum, que saber zero sobre mim e que se acha engraçado, disse que se eu não fechasse a torneira, era melhor estar preparada para ter mais estrias, porque as que tenho neste momento “não são problemáticas”.

O combo de barbaridades foi tão grande que fiquei tipo boi a olhar para o palácio, sem nada para lhe responder.

Tenho experiência com esta estirpe de médicos que, por alguma razão que desconheço, aproveita este tipo de consultas para insultar as pessoas que recebem. Não sei, deve vir lá uma nota nos registos das consultas de medicina do trabalho a dizer:

Aproveitem e descarreguem as vossas frustrações nestes tipos! Sabe mesmo bem, por isso, sejam o mais imbecis possível.

Mas quero antes focar-me no julgamento, sem conhecimento de causa, e de como as pessoas preferem criticar quer faças A ou B.

Fala-se sobre o facto de os jovens não terem filhos. A natalidade é baixa e os millenials não estão para ter filhos.

“Hoje em dias não querem ter filhos! Só querem é noitadas e viver na casa dos pais até aos 40”

“Isto já não há mulheres como antigamente, elas são umas atadas hoje em dia! Alguma vez sabiam cuidar de um bebé? Filhos? Elas nem se dão ao respeito, andam com qualquer um!

Frases comuns para descrever pessoas na casa dos 20 aos 35 anos que optam por não ter filhos, ou que, pelo menos, não consideram essa hipótese para já.

No outro lado da moeda:

“Ah, já tem filhos? Ai, a minha filha quer estabelecer a carreira antes de ficar presa aos filhos. Está a estudar para ser advogada e a prioridade dela são os estudos!”

“Já vem outro a caminho? Elah, não tarda tens de fechar a loja que senão ficas toda rebentada tão nova!”

“Pois, quem anda à chuva molha-se! Devias tomar a pílula se não, daqui a pouco estás de bebé outra vez!”

…Frases comuns para descrever pessoas na casa dos 20 aos 35 anos que optam por ter filhos, principalmente se for mais que um, ou se estiver aberta à hipótese de ter mais.

Pessoal, sejam vocês médicos, familiares, ou o presidente da república: que tal deixarem as pessoas viverem a vida que elas querem sem estar sempre a dar palpites e a criticar?

Por que carga de água hão vocês de julgar as opções das outras pessoas? Porque é que acham necessário crucificar quem não quer ter filhos, mas também desconsiderar quem tem?

Mais importante ainda:

Alguém vos pediu opinião?

Bem me parecia que não!

Se os millenials querem ter 20 filhos ou 0, não é da vossa conta, por isso, poupem-nos!

 

A*

 

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UPDATE | Ainda sobre a adaptação à chegada a Portugal!

Após a mudança de volta para Portugal, o nosso objetivo foi tratar dos essenciais que nos permitissem estar no nosso espaço com todas as condições necessárias o mais depressa possível. Isto significa que a nova casa teria de estar operacional e que, antes de criarmos uma rotina diária comum aos 3, coisas como a creche do César, os passes para os transportes e/ou qualquer outro processo chato e burocrático que se traduzisse numa estadia plena na nova morada, teriam de estar na lista de prioridades!

Estas coisas, se tudo correr bem e houver possibilidade para isso, resolvem-se de forma relativamente rápida, mas nem todas são tão rápidas e ficam despachadas à primeira tentativa.

Vinda de Madrid, tive de arranjar um novo trabalho depois de ter resolvido todos os assuntos que impedir-me-iam de comparecer assídua e pontualmente a um possível posto de trabalho. Esse trabalho teria de obedecer a uma série de condições para que a vida familiar corresse de forma fluída e que me rendesse alguma coisa ao final do m€s.

Reconhecendo o meu privilégio em poder ter condições na hora de procurar um emprego, não desisti de o fazer e isso foi resultando em algumas tentativas falhadas, destabilizando a tão ansiada e necessária rotina familiar.

Desde que o César nasceu que me tornei muito mais produtiva e que, finalmente, aprendi a usar o tempo a meu favor. Procrastinar faz parte do passado e há sempre qualquer coisa que tenho ou posso fazer no meu escasso (em tempos praticamente inexistente) tempo livre. Nesse sentido, era imperativo acertar no emprego de forma a por a funcionar a máquina que é uma casa de dois adultos e uma criança!

Tenho andado a repensar e a criar novas rotinas, quer a nível individual, quer coletivo para chegar a todas as coisas que quero e devo fazer durante a semana, de maneira a não descurar nada. E parece que finalmente acertei na mosca e é desta que vamos conseguir por isto a andar, cimentando, de vez, rotinas e hábitos novos.

Tenho algumas ideias de planos semanais no que diz respeito a limpeza, refeições, compras e afazeres pessoais mas ainda vou testar a eficácia dos mesmos. Para já ainda só tenho uns esboços no COZI mas mais tarde partilharei mais algumas coisas por aqui.

E assim temos passado as últimas semanas, tentando estabilizar o barco depois desta mudança de volta ao nosso país, onde começámos praticamente do zero!

Espero que se mantenham por aí!

 

A*

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